sexta-feira, 29 de maio de 2020

Ceará registra 126 óbitos por coronavirus nas últimas 24 horas; casos superam 38 mil


O número de casos de Covid-19 no Ceará ultrapassou a barreira dos 38 mil e alcançou 126 mortes confirmadas nas últimas 24 horas, totalizando 2.859. Os dados são da plataforma IntegraSUS, atualizada às 17h53 desta sexta-feira (29).

Ao todo, são 38.395 infectados. Apesar de contabilizadas agora, os óbitos podem ter ocorrido em outras datas, em razão dos resultados dos testes para detectar a presença do novo coronavírus.

A taxa de letalidade da doença na região é de 7,4%. Ainda são investigados 46.727 possíveis casos e 873 óbitos suspeitos da doença. O número de exames aplicados é de 93.466.

O epicentro de contágio é Fortaleza, com 21.705 testes positivos e 1.877 mortes. Na sequência, as cidades com alto contágio são Caucaia (1.304), na Região Metropolitana, e Sobral (1.195), com destaque negativo no interior.

O índice de recuperados é 25.858, segundo a Secretaria de Saúde (Sesa). A taxa de ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) está em 87,68% no Ceará.

Com informações do Diário do Nordeste.

Orós registra 41 casos de coronavirus, um total de 37 pacientes já se recuperaram


Na atualização do Boletim endemiológico de Orós, divulgado na tarde desta sexta-feira (29/05/2020), o município voltou a registrar 1 novo caso de contaminação pelo novo coronavírus. Passando dos 40 casos do dia anterior, para 41.

Exames realizados: 361 Casos
Descartados: 311 casos
Suspeitos: 09 casos
Curados: 37
Pacientes atualmente infectados: 04
Internados: 0.0

Dados do açude Orós, hoje, 29 de maio de 2020

Açude Orós

Cota: 190.91 m
Volume: 736.884.410 m3
Porcentagem: 37.97%
Recarga 24hs: 0.01cm
Geral: 12.01 m
Sangrar: 8.61 m

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Tauá tem 170 casos confirmados de coronavirus e 112 pacientes curados



A Secretaria de Saúde de Tauá divulgou na manhã desta quinta-feira, 28, a atualização do boletim epidemiológico, sobre a situação do Coronavírus no município.

O destaque fica para as alterações tanto no número de confirmados, que sobe de 152 para 170 e no número de curados, também subindo de 94 para 112. Já foram descartados 284 casos, mas 176 estão ainda como suspeitos.

05 pessoas estão internadas em tratamento, enquanto 47 fazem tratamento em seus domicílios.

Com informações do Blog do Edy Fernandes.

Igrejas poderão retomar atividades a partir de 22 de junho no Ceará


As atividades religiosas ocupam a segunda fase de retomada da economia e atividades comportamentais no Ceará. Assim, as Igrejas poderão reabrir as portas e realizar celebrações com 20% de sua capacidade no período entre 22 de junho e 5 de julho. Isso se as fases anteriores ocorrerem sem nenhum problema. O governador Camilo Santana (PT) deixou claro na live, nesta quinta-feira, 28, que se algo não sair como planejado tudo será reavaliado. Neste caso, as datas poderão sofrer alterações.

Os critérios e etapas da retomada foram apresentados no início da tarde desta quinta-feira (28), pelo governador Camilo Santana, durante uma live transmitida através de rede social, com a presença do secretário da Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins, o doutor Cabeto.

Já na terceira fase do processo, que compreende o período entre 6 e 19 de julho, as celebrações religiosas poderão ocorrer com limitação de 50% da capacidade dos locais. Se nada acontecer que venha a mudar as datas, como ampliação de casos de Covid.

A quarta e última fase da retomada de atividades acontece no intervalo entre o dia 20 de julho e 2 de agosto. Somente então os eventos religiosos poderão ocorrer com 100% da capacidade, respeitando o protocolo baseado nos critérios para liberação. Isso se todas as fases anteriores forem seguidas sem nenhum retorno de crescimento da doença.

Os critérios levam em conta fatores como leitos, internações, óbitos e condições específicas de cada região ou cidade. Assim como nos demais setores, o funcionamento das Igrejas e demais templos religiosos dependerá do processo de monitoramento conduzido no Ceará.

Ceará perde 4,5 vezes mais postos de trabalho formais com pandemia


Sob influência da pandemia do novo coronavírus, o mercado de trabalho no Ceará ampliou o ritmo de perda de postos de trabalho. Entre janeiro e abril deste ano, foram encerrados 25,6 mil empregos no Estado - volume 4,5 vezes maior que no igual período do ano passado, quando haviam sido fechadas 5,6 mil vagas formais, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Conforme a previsão do professor de Economia Ecológica da Universidade Federal do Ceará (UFC), Aécio Alves de Oliveira, a estimativa é que o saldo negativo no Estado deve demorar pelo menos três meses após a retomada das atividades para começar a ser revertido.

Ele avalia que o retorno ao trabalho se dará em um ambiente de muitas incertezas. "As estatísticas positivas não vão aparecer de imediato. Para pausar, é rápido, mas para voltar, é gradativo. E a economia não tem condições de repor todas essas vagas de uma vez. No próximo trimestre, talvez já comecemos a ver algum tipo de melhora nesse saldo", projeta o professor.

Para Oliveira, a pandemia é realmente o principal motivo para o expressivo aumento das demissões. Em janeiro e fevereiro, o Ceará apresentou saldo positivo de empregos, ou seja, a quantidade de contratações superou as demissões, tendência que só se reverteu em março e cresceu exponencialmente em abril, primeiro mês inteiro com a atividade econômica restrita aos serviços essenciais. "Isso indica de forma bem clara o efeito da pandemia", ressalta.

Empregos preservados

O professor ainda destaca o papel do Estado para a manutenção dos empregos e renda das famílias. Segundo o Caged, mais de 277 mil empregos foram preservados a partir do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, que permite a redução proporcional de jornada e salário dos trabalhadores ou suspensão de contratos.

"Se não fosse essa MP 936, esses 277 mil trabalhadores estariam na conta dos demitidos. O Estado é fundamental nesses momentos, apesar de ainda ter feito pouco, porque o mercado não resolve. A solução que o mercado indicaria seria simplesmente demitir", avalia o docente.

Em abril, a indústria foi o setor que mais fechou postos de trabalho no Ceará, apresentando saldo negativo de 10,6 mil empregos com carteira assinada. Em seguida, as maiores perdas aparecem nos setores de serviços (-8,8 mil), comércio (-7 mil) e construção civil (-3,1 mil). Mesmo sendo considerados essenciais, empresas dos setores de agricultura e pecuária também reduziram o quadro de pessoal no mês passado, resultando em um saldo negativo de 195 vagas formais no Estado.

Perspectivas

Erle Mesquita, coordenador de Estudo e Análise de Mercado de Trabalho do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), acredita não ser possível prever quando o mercado de trabalho deverá se recompor após a pandemia. Segundo ele, serão necessárias políticas do trabalho e união entre as diferentes instâncias de poderes e gestores para recuperar os empregos perdidos e gerar novos.

"O grande problema é a alta rotatividade do mercado. Com a pandemia, você estancou as admissões e deixou de contratar. Quem ficou no mercado de trabalho teve de se submeter às iniciativas que foram impostas. É uma grande incógnita saber quando o mercado vai se recuperar. Os poderes e os gestores vão ter que realmente pensarem em políticas do trabalho", avalia.

Para Mesquita, o mercado já vinha em um processo de fragilização. "Você tinha um movimento que era necessário por causa dessa onda tecnoló-gica, e a Covid-19 acelerou isso. O Ceará já tinha meio milhão de desempregados antes da crise e, com ela, outros muitos trabalhadores desempregados que não vão conseguir ser realocados. A gente não tem uma perspectiva de recomposição muito facilitada desse mercado, tanto pela situação da economia, como pela queda da renda do trabalho. É um cenário de longa jornada para recomposição", analisa.

De acordo com o coordenador, serão necessárias múltiplas e transversais iniciativas para recuperar os empregos perdidos. "A gente vai precisar ter mecanismos de acesso ao crédito para micros e pequenos empreendedores e de desonerações nas folhas de pagamento, algo que vai ser difícil para os governos por conta da queda da arrecadação neste momento", aponta.

Mesquita destaca que o esforço terá de ser ainda maior por conta da deterioração da legislação trabalhista que vem acontecendo nos últimos anos. "Há uma necessidade de se ter uma força-tarefa muito forte, porque a gente vê uma destruição do Direito Trabalhista. As previsões internacionais são muito ruins e o cenário interno é muito turbulento. Isso tudo tumultua o processo de retomada", lamenta.

Municípios

Segundo dados do Caged, em abril, Fortaleza foi o município com o pior saldo de empregos, com a perda de 15.308 postos de trabalho formais. Em seguida, aparecem Maracanaú (-2 mil), Santa Quitéria (-1.013), Caucaia (-985), Juazeiro do Norte (-787), Maranguape (-663), Aquiraz (-662), Camocim (-641), Eusébio (-517) e Sobral (-511).

"São municípios de médio porte. Você tem os três principais polos do Estado, que são Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral. E são cidade que têm o mercado de trabalho com base na indústria, muito embora não tenhamos esses dados cruzados entre municípios e setores, mas a indústria em muitos desses é o carro-chefe", diz Mesquita.

Com informações do Diário do Nordeste.

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Faltam 8 metros e 92 centímetros para o açude Orós sangrar

O açude Orós está faltando para sangrar 8 metros e 92 centímetros. As informações são do Dnocs. Nas últimas 24hs o açude teve um acréscimo de 2 centímetros de recarga de água.

Nesta quadra invernosa de 2020, até hoje, 20/05/2020, o Orós teve uma recarga de 11.70 m. Chegou aos 36, 62% de sua capacidade.

terça-feira, 19 de maio de 2020

Orós tem 36 Casos De Coronavirus, Um Total De 11 Pacientes Já Se Recuperaram

Orós tem 36 Casos De Coronavirus, Um Total De 11 Pacientes Já Se Recuperaram

Na atualização do Boletim endemiológico de Orós, divulgado na tarde desta terça-feira (19/05/2020), o município não registrou novo caso de contaminação pelo novo coronavírus; permanece com 36 casos, até esta data: 19/05/2020
Na atualização do boletim, cresceu o numero de curados, que chegou a 11.

Foram realizados 300 exames, 261 casos foram descartados, e existem 3 casos suspeitos. Orós não regrou obtos.

16,8% dos casos de coronavirus no Ceará são de profissionais da saúde


16,8% dos casos de coronavirus no Ceará são de profissionais da saúde

16,8% dos casos Covid-19 no Ceará são de profissionais da saúde
O Ceará já tem 26.363 casos confirmados de Covid-19, conforme a última atualização referente à situações epidemiológica da doença feita, às 17h20 de ontem, no IntegraSUS, plataforma da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa). Desse total, 4.453 são em profissionais da saúde: técnicos ou auxiliares de enfermagem, enfermeiros, médicos, recepcionistas, fisioterapeutas e agentes de saúde, dentre outros, afetados pelo vírus. A quantidade de trabalhadores que testaram positivo equivale a 16,8% dos pacientes contaminados no Estado. Dos 184 municípios, em 130 há confirmação de trabalhadores dos serviços de saúde infectados.

Nos casos extremos, pelo menos, 12 profissionais morreram de Covid-19 em quatro cidades distintas, segundo dados do IntegraSUS. Já informações do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos em Serviços de Saúde no Estado do Ceará (Sindsaúde-CE)), do Conselho Regional de Enfermagem (Coren-CE) e do Conselho Regional de Medicina (Cremec-CE) dão conta que o número de óbitos pode ser ainda maior. Conforme as entidades, são 19 profissionais mortos por coronavírus – nessa conta sindicatos e conselhos incluem as mortes de trabalhadores que estavam ou não atuando diretamente nas unidades de saúde em contato com pacientes infectados.

Investigação

Até o momento, segundo dados do IntegraSUS, foram seis mortes de técnicos ou auxiliares de enfermagem, quatro de médicos, uma de profissional da biotecnologia e uma de enfermeiro. Esse profissionais estavam em Fortaleza, Caucaia, Itapipoca e Iguatu. Dos 12 mortos, cinco era mulheres e todas as pessoas tinham mais de 40 anos de idade. Uma linha de frente em constante exposição.

Uma evidência da dimensão dessa vulnerabilidade é que, atualmente, o total de confirmações entre os profissionais (4.453) supera o somatório de casos de Covid-19 em, pelo menos, 10 municípios da Região Metropolitana de Fortaleza. Além disso, outros 5.878 casos suspeitos em profissionais seguem em investigação, de acordo com as informações do IntegraSUS. A predominância de contaminação é em técnicos e auxiliares de enfermagem. A cada 10 profissionais da saúde no Ceará com coronavírus, três pertencem a essa categoria profissional.

Em relação aos óbitos, a conta do Sindsaúde, Coren e Cremes, juntas, aponta que até o momento, faleceram, por causa da infecção do novo vírus, pelo menos, três médicos, nove trabalhadores (técnicos, auxiliares em enfermeiros) ligados à enfermagem; uma auxiliar de saúde bucal; dois auxiliares de serviços gerais; um maqueiro; um agente comunitário; e dois agentes de combate às endemias. A maior parte das fatalidades ocorreu em Fortaleza.

Perda

Como a do agente de combate às endemias Leopoldo Ribeiro e Silva, de 62 anos. Ele atuava no Distrito Técnico da Regional III de Fortaleza e faleceu no dia 4 de maio deste ano por complicações decorrentes da infecção viral. “Ele nunca deixou faltar nada na família, cheio de vida, alegre. Ele era a base da nossa família, aquele que nunca deixou faltar nada, trabalhador, e essa doença destruiu a minha família”, ressalta um parente próximo do profissional da saúde.

De acordo com o familiar, Leopoldo, além de ter idade acima de 60 anos, o que o insere no grupo de risco da Covid-19, também tinha hipertensão. Contudo, o profissional passou apenas 10 dias trabalhando em home office e, após uma mudança nas diretrizes da unidade de saúde em que ele atuava, gerenciada pela Prefeitura de Fortaleza, voltou a estar na rua.

“Colocaram ele novamente de volta no campo alegando uma reunião que eles fizeram. Isso custou a vida dele, que já estava perto de se aposentar. É uma negligencia sem fim, da prefeitura. Eu acredito que essa ordem não pode ter vindo lá de cima do alto escalão”, avalia o parente.

Em nota, a Prefeitura de Fortaleza negou que o agente de endemias Leopoldo Ribeiro e Silva estivesse trabalhando em campo. Segundo a Pasta, ele “estava atuando em regime de home office, desde o início do Decreto Municipal estabelecendo as diretrizes de prevenção a Covid-19 na capital”, pontuou.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, também em nota, disse que “segue as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e atende as recomendações do decreto municipal 14.652, de 19 de abril de 2020”. O texto em questão permite aos profissionais de saúde trabalharem de forma remota.

EPIs

A presidente do Sindsaúde, Marta Brandão, aponta que um dos principais problemas enfrentados pelos profissionais da área é a falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além disso, ela relata que outro gargalo são as orientações aos trabalhadores sobre como utilizá-los da melhor forma.

“A gente vê isso com grande preocupação. Sabemos da dificuldade de aquisição, é um problema global, mas não se pode mandar soldado para guerra sem proteção. A munição dos profissionais da saúde são os equipamentos de proteção”, destaca Marta.

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informou que o fornecimento de EPIs está regular “nas unidades de gestão da Sesa para os profissionais da linha de frente no enfrentamento à pandemia da doença”.

Conforme a Pasta, “o Governo do Estado realizou compra de 270 toneladas de EPIs para atender as unidades hospitalares”. A SMS, por sua vez, afirmou que fornece aos profissionais de saúde, além de EPIs, testes rápidos para diagnóstico da doença, apoio psicológico e ainda vacinação contra gripe H1N1.

Com informações do Diário do Nordeste.

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