sábado, 13 de maio de 2017

Banco pagará R$ 30 mil para cliente por transferir dinheiro para conta errada

O motivo da condenação é porque o banco transferiu um valor de R$ 150 mil para uma conta diferente da solicitada pelo empresário (FOTO: Reprodução)

A 4ª Câmara de Direito Privado decidiu que o banco Bradesco deve pagar uma indenização no valor de R$ 30 mil por danos morais e materiais a um empresário norueguês, com residência fixa em Fortaleza. O motivo da condenação é porque o banco transferiu um valor de R$ 150 mil para uma conta diferente da solicitada pelo empresário.

O relator do processo é o desembargador Francisco Bezerra Cavalcante. De acordo com os autos, o empresário autorizou que a transação do valor de R$ 150 mil fosse para sua conta no exterior, porém o banco transferiu o dinheiro para a conta de uma outra pessoa.

Quando o empresário percebeu o engano, entrou em contato com o banco para que tomassem as devidas providências, porém a instituição financeira negou a devolução do crédito, justificando que o beneficiado se recusou a devolver o valor.

Além disso, o banco cobrou taxas pelo serviço mal executado. Então, por se sentir prejudicado, o norueguês ajuizou ação na Justiça, no qual alegou sofrer abalo moral e violações patrimoniais.

O Bradesco afirma ter feito a transferência segundo os dados passados pelo empresário e foi surpreendido com o pedido de reembolso. Ainda esclareceu que tentou resolver o impasse, mas não conseguiu porque o beneficiário se negou a devolver o dinheiro. Então, por causa disso pediu a improcedência da ação.
 

A título de danos morais e danos materiais, a devolução do dinheiro transferido de forma errada, inclusive as taxas cobradas, foi determinada pelo Juízo da 30ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, na última terça-feira (9), no valor de 180.366,77. A 4ª Câmara de Direito Privado, ao julgar o recurso do banco, deu parcial provimento para fixar em R$ 30 mil a indenização material.

“Deve o banco responder pela falha na prestação de seus serviços, sendo de rigor a devolução do valor indevidamente subtraído da conta corrente do autor, conforme determinado em primeiro grau. Em relação ao dano moral, também descabe razão à instituição financeira”, ressalta o desembargador.




Fonte Tribuna do Ceará

0 comentários:

Postar um comentário