quinta-feira, 11 de maio de 2017

Abril tem o maior número de homicídios no Ceará desde 2015

O governador disse que está identificando as causas do aumento ( Foto: Cid Barbosa )

O Ceará registrou, em abril, 377 assassinatos. Foi o pior índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) - homicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte - desde janeiro de 2015, o primeiro mês do governo de Camilo Santana, quando foram registradas 441 mortes violentas. Em comparação com abril de 2016, houve um aumento de 37,6% dos casos no Estado. A variação é ainda maior comparando os números da Capital, que subiram de 75 para 140 CVLIs, simbolizando um aumento de 86,7%.

Todas as outras áreas (Região Metropolitana, Interior Norte e Sul) tiveram piora nos índices. Se considerado o acumulado de CVLIs do primeiro quadrimestre de 2017, também há um aumento no número de casos no Estado, em relação ao ano de 2016, com um acréscimo de 11,8%.

O governo diz ter melhorado os índices de Crimes Violentos Contra o Patrimônio (CVPs) e furtos. Conforme dados da Secretaria, neste tipo de delito houve uma queda de 7,3% em comparação a igual mês do ano passado; e nos furtos houve uma redução de 9,5%. Em ambos os casos, são os melhores índices registrados no ano.

Porém, não há no Ceará um sistema seguro para contabilizar roubos e furtos, já que a subnotificação dos crimes é alta. As estatísticas, que mostram o decréscimo, são feitas com base apenas nos casos registrados.

Dificuldade

O governador Camilo Santana admitiu que a Segurança Pública enfrentou dificuldades para lidar com os homicídios. "Nós temos o pior índice do meu governo agora. Eu estou aqui dizendo que estamos enfrentando um problema. Estamos trabalhando, procurando identificar quais são esses problemas, para que possamos entregar o Ceará de uma forma mais tranquila ao povo", afirmou o governador.

Camilo afirmou que é necessário transparência, enfrentamento e a revisão dos processos judiciais para reverter a situação. O governador aponta como justificativa do crescimento desses índices "um movimento em nível nacional", por parte das facções criminosas, que geram disputas por poder e territórios.

Camilo chegou a apontar a falta de políticas nacionais na área de Segurança como um fator importante. "Esse problema da organização criminosa não é só no Ceará, é no Brasil inteiro, por omissão de uma política nacional de Segurança Pública que não existe nesse País. Se você for analisar nas últimas décadas, criamos uma política nacional para a Saúde, para a Educação, mas não para Segurança", afirmou o governador.

"Se acumulou um processo ao longo de décadas neste País e agora é preciso um esforço gigantesco para que possamos desorganizar essas facções que existem no Brasil, que comandam do Rio de Janeiro e São Paulo. Ou se organiza isso de uma forma estruturada, nacionalmente, ou o Estado vai ficar no esforço", considerou Santana.




Fonte Diário do Nordeste

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